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TELAS x COMPORTAMENTOS: ESCOLHA QUE FAVORECE A CRIATIVIDADE

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TELAS x COMPORTAMENTOS: ESCOLHA QUE FAVORECE A CRIATIVIDADE

Telas é um assunto muito recorrente entre as famílias que atendemos e bastante polêmico. As vezes aparece de forma direta mesmo, e as vezes de forma indireta, mas sempre causando bastante perturbação em relação ao desenvolvimento saudável e aos hábitos de estudos das crianças. Algumas vezes chegam questionamentos quanto a tempos de exposição (até quanto tempo diário seria saudável); outras vezes, em relação a idades adequadas para presentear os filhos com celulares, eletrônicos, tablet´s etc.; E as vezes, questionamentos em relação aos hábitos de rotina (por exemplo usar a T.V. para adormecer). Mas uma constatação perturbadora é a recorrência do mal uso das telas pelas famílias que nos procuram com dificuldades nos estudos escolares.

Agora com a pandemia de COVID-19, temos um quesito a mais em cena: a escola em ambiente virtual.

Neste artigo, vou compartilhar com vocês meus pontos de vista e algumas informações já de domínio público, confirmadas em estudos científicos. E vou falar algumas sugestões para pais neste momento de educação virtual e como estou agindo em casa – e que têm funcionado bem.

TEMPO DE TELAS

Nestes períodos em que as escolas também estão funcionando por telas (computador ou celular com internet), a primeira pergunta é, quanto tempo posso deixar as crianças (ou jovens) nas telas em seu tempo livre?

Uma forma de entender esta pergunta é a perspectiva de que, uma vez que as crianças já precisam ficar de 1:30 a 3h em atividades obrigatórias, ou em algumas escolas mais puxadas, até 7h ou 8h, porque não se pode deixar “um pouco” mais, por exemplo 2h, 3h ou 4h como um relaxamento e diversão merecidos?

Outra forma de abordagem desta mesma questão vem com um relato de pais e mães que estão com pena de suas filhas e filhos ficarem trancados em casa tanto tempo e por isso acabam liberando telas e eletrônicos por várias horas, para se entreterem, se divertirem e relaxarem.

E como essas questões, vemos diversas outras formas de tentativas de justificar a liberação por horas e horas a fio. Acredito não precisar falar sobre todos os perigos reais desse excesso, mas muita coisa se apresenta em nossas reuniões, além dos estresses familiares, problemas comportamentais e dificuldades escolares.

Acredito também, sempre, na boa intenção dos pais em suas parentalidades, e neste caso, a melhor sugestão é ter em sua casa uma regra de tempo diária, divulgada, única e clara. Seja firme com essa regra, mas você pode – a seu critério – abrir exceções. Mas deixe claro que são exceções, por merecimento, ou por necessidades excepcionais da casa, etc. Você vai se surpreender com os resultados!

De fato, nenhuma mãe ou pai concordaria explicitamente com uma regra de permissão de 4 horas diárias ou mais, como encontramos em alguns casos. No entanto, em grande parcela das famílias em que encontramos essa disfuncionalidade, isso ocorre por não haver regras claras. E encontramos situações em que as crianças e jovens extrapolam as 3h, 4h ou até 5h diárias. Como chegam a isso? Sem regras claras e firmes, as crianças vão solicitando tempinhos extra aqui e ali, e de pouco em pouco, vamos nos acostumando, e quando percebemos, temos dificuldades para voltar atrás. Elas até variam de modalidade (TV, youtube, jogos, etc.) mas na somatória extrapolam limites razoáveis. Portanto, se vocês prezam pela saúde mental e cognitiva de seus filhos, combinem regras claras e divulgadas a todos na casa. Por exemplo em minha casa, deixo 30min livres nos eletrônicos que quiserem, e depois, qualquer diversão tem que ser fora das telas. E em situações especiais, acabo deixando 1h, mas a regra são 30min.

Crianças são bem mais adaptáveis que adultos, portanto não faz sentido acreditar que elas não têm outras opções. E sem opções fáceis para a diversão (como nas telas), as crianças precisarão usar suas criatividades, mas a verdade é que começarão a resgatar jogos, brinquedos ou até inventar coisas para se divertir. E livros.

Fica a sugestão de que mães e pais podem ajudar a procurar livros (na internet, ok! mas é uso funcional e não uso aleatório, de lazer etc.). Ahh, outros usos funcionais das telas podem ser permitidos: exercícios e cursos.

Bom, opções não faltam e o uso das telas, além de serem prejudiciais, são escolhas fáceis. Esse é um bom momento para incentivar de deixar a criatividade fluir, uma vez que telas viciam de uma forma cruel e atrapalham o desenvolvimento infanto-juvenil. Se quiserem mais ideias, podemos conversar.

Mais uma dica: se vocês encontrarem dificuldades em mudar esse cenário, procurem um bom terapeuta.

IDADE PARA GANHAREM SUAS PRÓPRIAS TELAS (JOGOS, TABLET OU CELULARES)

Entendo este tipo de questionamento mais como uma pergunta do tipo, em qual idade as crianças podem ter a sua autonomia em relação às telas e eletrônicos, principalmente os que conectam à internet.

Em minha opinião, é fundamental uma avaliação em relação à maturidade de cada filha ou filho, principalmente para deixar claro as regras e combinados. Isso porque os combinados precisam ser compreendidos pelas crianças. Elas precisam entender e se responsabilizarem mais sobre sua saúde, sobre o que são infrações, compreender sobre violências por vias digitais e já apresentarem um bom senso de autocuidado.

Se você já entendeu porque dos requisitos acima, acredito que fica claro que poucas crianças com menos de 12 anos compreendem adequadamente estas questões, concorda? Na minha opinião, eu nunca liberaria completamente um celular para uma criança com 11 anos ou menos (já vimos até 7 anos). No máximo, um celular tipo não smartphone, ou sem internet, só números ou até uso compartilhado em casa). E nestes casos, não esqueça dos filtros de controle de pais. Vocês ainda serão os responsáveis legais pelos jovens até completarem 18 anos.

HÁBITOS EM CASA

Por fim, questões em relação a ter telas com acesso a filmes e séries (principalmente TV) no quarto, e às famosas maratonas de séries (tão pop entre jovens). Particularmente acho uma péssima ideia, pois adormecer com a TV é um hábito que causa danos e qualidade de sono ruim, nas melhores hipóteses. E não gosto de cada um trancado no seu quarto. Acredito que a privacidade pode ser bem incentivada de outras maneiras.

Em nossos atendimentos, encontramos diversos casos de jovens (parece que houve uma moda entre alguns) que fingem dormir, mas levantam por volta das 1:00 AM ou 2:00AM e ficam assistindo até 5:00AM ou 5:30AM. Ficam em estado péssimo nas aulas nos dias seguintes, com dificuldades de atenção, péssima concentração, humor ruim, etc.

Gosto de cultivar um hábito de assistirmos um filme em família uma noite do fim de semana (nós escolhemos sábado), e assim temos que decidir em conjunto, mas principalmente aprender a respeitar as decisões em conjunto (obviamente as crianças são protagonistas nas escolhas em 99% das vezes). Quem não quiser assistir, ok! Mas não pode ir conectar outro aparelho.

CONCLUINDO

De uma maneira geral, acredito que já esteja claro que minha recomendação mais relevante é o estabelecimento de regras claras e combinados.

Bem sucintamente, e ainda longe de esgotar este assunto, explicitei neste blog vários pontos que justificam a favor dos combinados. Entre eles, o favorecimento da saúde e da segurança, mas também dos comportamentos pessoais melhores adaptados e familiares mais agradáveis. E fundamentais para um desenvolvimento adequadamente saudável.

E como é na sua casa? Há uma regra? Essa regra está clara para seus filhos e cônjuge? Há outras situações com você ou conhecidos que não abordei nesse blog, aceita compartilhar comigo? E se você quiser, posso ajudar pensar ideias, aceita?

Erika Ferreira Ferreira

Psicopedagoga, Administradora, Mãe de Esther e Ariel (9 e 6anos). Nosso canal no telegram: https://bit.ly/2UYwxun

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